Costumo dizer que a ignorância é uma benção quando o assunto é alimentação: quanto mais informações temos, mais descobrimos o quanto erramos.

Na dúvida, prefiro lembrar dos hábitos da minha avó, e voltar sempre para o básico: não tem nada mais certeiro do que apostar em alimentos naturais e pouco processados.

Essa regra é super válida também na hora de adoçar alimentos e bebidas: muita gente se joga no adoçante artificial devido ao baixo teor calórico, mas se esquece que nem só de calorias são feitos os alimentos.

Será que vale mais se entupir de adoçante, ingerir pouquissimas calorias mas muitos componentes químicos, ou optar pelo açúcar natural com mais moderação?

Claro que existem pessoas que, por motivos de doença – sobretudo os diabéticos – não podem consumir nenhum tipo de açúcar. Mas, salvo essas exceções, vale a pena reavaliar as opções que temos disponíveis.

Essa reflexão vale tambem para o sal, para a gordura, a farinha branca, e todos os outros “vilões” que estamos cansados de ver serem demonizados. A pergunta é: será que eles são mesmo vilões e devemos excluí-los de vez da rotina alimentar? Ou seria mais interessante comer de tudo um pouco, mas com equlíbrio? Tenho preferido a segunda alternativa.

Pensando nisso, consultei duas profissionais que me ajudaram a fazer um lindo ranking de saudabilidade dos tipos de açúcar e adoçante. Reforço que nada em alimentação é definitivo: semana que vem pode sair uma pesquisa derrubando tudo o que a gente acreditou até hoje. Ou até mesmo diferentes tipos de profissionais podem ler esse ranking de outra forma.

Mas conhecendo um pouco as características de cada um, dá para fazer escolhas melhores. 

Açúcar ou adoçante? Eis a questão
Segundo Beatriz Tenuta, docente da área de nutrição do Senac Aclimação, o açúcar é um carboidrato e fornece energia (4 kcal por grama). No entanto, sua ingestão deve ser moderada. Por isso, no ranking ela elegeu como melhores opções aqueles tipos que, além da função de adoçar, agregam algum valor nutricional.

Já para os adoçantes, foram elencados os que são fabricados a partir de substratos naturais, pois assim pois o consumidor evitaria ingerir compostos químicos artificiais.

Considerou-se também o poder edulcorante de cada um, ou seja, a capacidade de adoçar. “Quanto maior esse poder, menor a quantidade necessária”, ressalta. “Entretanto, nenhum deles traz alguma contribuição nutricional, seja natural ou artificial”, completa.

Beatriz e Fernanda Correa, docente do curso de nutrição da Anhembi Morumbi, forneceram as informações do ranking a seguir. Confira e identifique o que mais se adapta às suas necessidades, rotina, limitações e gostos.