Quando a gente quer perder aqueles “maledetos” dois quilinhos pra entrar em um vestido, é normal pensar como primeira alternativa em dieta restritiva. E opção é o que não falta!

Sempre vai ter uma fulana pra contar pra gente como ela consegue manter a barriga chapada comendo não sei quantos ovos por dia, fazendo um treino diferente que moldou as curvas da Jennifer Aniston, ou ainda por meio de algum alimento ou suplemento milagroso que ajuda a ~secar~.

Mas de acordo com tudo o que tenho lido, ouvido e pesquisado sobre equilíbrio na alimentação, de nada adianta investir nos alimentos mais maravilhosos do mundo se você não mudar a sua relação com a comida. Não mudar o comportamento diante da mesa, das guloseimas, da relação de prazer e culpa ao comer.

Ou seja: antes de se preocupar com o peso na balança, é bom começar a ouvir os sinais internos. Se reconectar. Tentar entender mais como seu corpo funciona e reavaliar hábitos.

Por isso hoje eu separei dois documentários incríveis que assisti recentemente no Netflix. De formas diferentes, ambos abordam o poder que o cérebro exerce nas nossas escolhas, na relação com as outras pessoas, na forma como a gente enxerga a vida. E penso que isso tem tudo a ver também com a maneira como encaramos o ato de comer.

Se você anda nessa “pegada”, dá uma olhada, põe na sua listinha de coisas pra assistir e separa a pipoca!

Innsaei – O poder da intuição

Esse documentário é focado no quanto a sociedade moderna parou de ouvir a sua intuição. Também pudera, né? A gente tem aplicativo pra tudo, pra que vai ficar ouvindo essa tal de intuição?

Os depoimentos são bem bacanas e inclusive tem a participação da artista Marina Abramović, que fala sobre como a intuição impacta no seu trabalho e, consequentemente, nas milhares e milhares de pessoas que já tiveram contato com a sua obra.

Free the mind

A minha outra dica é este documentário que mostra que, por mais que o cérebro seja complexo, ele pode ser moldado.

Para isso, eles mostram a evolução de dois grupos diante da prática da meditação: um grupo de ex-combatentes de guerra, e outro de crianças – uma delas, em especial, apresenta um quadro bem severo de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Este documentário é lindo, e se você precisa de um argumento a mais para assistir, te dou: não tem nada mais bonitinho do que criança meditando.

E aí você me pergunta: mas este site não é sobre M A R M I T A? O que essas coisas tem a ver com comida?

Olha, tudo. Pensa bem nos gatilhos que nos fazem comer sem pensar, ou comer além da conta, ou “comer porque eu mereço”: ansiedade, estresse, tristeza, angústia, nervosismo, frustrações…a cabeça manda tanto na nossa fome quanto nosso estômago. Pode acreditar. 😉