Bate e volta em São Roque: pão caseiro, vinho e belas paisagens

Adoro fim de semana sem roteiro: kordei, tá friozinho e um sol bonito. Bora fazer um bate e volta em alguma cidadezinha perto de São Paulo? Bem, há um certo tempo eu estava querendo conhecer São Roque e sua famosa Rota do Vinho.

Já fazia uma imagem mental da cidade na minha cabeça, dei uma olhada em algumas dicas de passeios mas resolvi não me prender muito à nenhuma espécie de script: ir sem hora, entrar nos lugares que desse vontade, parar para comer na hora que sentisse fome.

E assim foi. Chegamos à cidade e logo fomos para o centrinho: muito comércio e uma clássica igrejinha cravada em uma praça – a Matriz de São Roque – marcam o local.

Depois, circulamos nos arredores. A princípio, não vi muita graça nos pontos que eu tinha marcado de conhecer (viajar sem roteiro tem disso).

Brasital é um dos pontos turísticos de São Roque; o local é uma antiga fábrica têxtil, hoje desativada

Brasital é um dos pontos turísticos de São Roque; o local é uma antiga fábrica têxtil, hoje desativada

A Brasital, uma antiga fábrinca têxtil que hoje é um Centro Cultural, é um lugar lindo para ver e tirar fotos. Parece até que parou no tempo. Mas eu esperava ver coisas abertas, atividades, e tudo estava fechado. Pelo que entendi é um lugar onde são realizadas aulas, então provavelmente no fim de semana não rola nada mesmo.

Seguindo pra estrada do vinho, a primeira vinícula que eu parei foi a Góes, que produz os vinhos Góes: quem nunca se rendeu a esta maravilhosa iguaria na adolescência que atire a primeira pedra.

A vinícola Goes é uma das atrações da cidade

A vinícola Goes é uma das atrações da cidade

 

O lugar é muito bonito e uma ótima parada para almoçar. Mas ainda fiquei com a sensação de que eu deveria ter explorado mais para encontrar restaurantes menos turísticos, mais escondidos, e pretendo fazer isso em breve.

Vinho Góes: quem nunca?

Vinho Góes: quem nunca?

De qualquer forma, a comida é boa e o vinho é da casa, então não tem muito como se frustrar num passeio desses. Eles têm uma enorme loja com produtos locais e também organizam um passeio que eu adoraria fazer – se eu fosse uma pessoa que faz roteiro – a visita à vinícola, que descobri só lá que é feita só em alguns períodos do ano e mediante agendamento.

Mais um motivo para voltar pra São Roque. 🙂

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Gosdialcachofra?

Ainda na ânsia de explorar um pouco mais da rota do vinho, descobri ali perto a Bonsucesso Alcachofras, um lugar pequenininho com várias iguarias à base de…alcachofra. Se você gosta, vale a visita para trazer pelo menos uma conserva, patêzinho ou massa recheada com o ingrediente. Também foi a primeira vez que vi uma plantação de alcachofra!

Prazer, plantação de alcachofra!

Prazer, plantação de alcachofra!

 

Uma surpresa dentro de uma casinha amarela

Quase no meio da tarde, avistei uma faixa de longe que falava algo sobre pães de fermentação natural. Paramos na hora. Era uma casinha amarela muito bonitinha, que se chama Armazém Biointegral. E foi lá que minha viagem sem roteiro começou a ficar interessante.

A dona do local, Ines Palla, me conquistou de cara, quando disse que a receita dos seus pãezinhos é de família e foi criada pela própria avó, que fez questão de ensinar todo mundo a por a mão na massa. Aquela coisa caseira, que eu adoro.

Tem pão para todos os gostos: de azeite, integral, multigrãos e até de vinho! Além de cucas de frutas, bolos, geleias, mel e outras delícias. Olha, PERDIÇÃO define. Eu adoro comer e adoro coisas caseiras, então tive que me controlar.

Pães caseiros do Armazém Biointegral: amor define

Pães caseiros do Armazém Biointegral: amor define

Comprei quatro pães (em minha defesa: não comi os 4, um foi doado pra minha irmã!) e uma cuca de banana, gastei R$ 37 (a média de cada um é de R$ 8). Ela me contou que os pães duram um mês no freezer, caso você seja como eu e queira comprar a mais pra estocar. Também aguentam uma semana fora da geladeira.

Entrar na casinha amarela também me rendeu várias dicas. Ines disse que precisávamos conhecer o restaurante Quinta do Olivardo e tomar o café coado na hora da Adega Don Patto, vendo o pôr-do-sol. E se despediu dizendo assim: “quando você compra um produto local, ajuda um artesão.” E não é verdade? Cozinhar é arte, minha gente.

Quinta do Olivardo e Adega Don Patto

Como eu já tinha almoçado, passei na Quinta do Olivardo apenas para conhecer. Eles têm um restaurante, uma área enorme para crianças, lago, plantação de uva, capelinha e uma lojinha repleta de produtos artesanais. Queijos, vinhos, doces caseiros…aquela coisa de louco. DE NOVO.

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Acabei comprando alguns produtos e um deles é uma peculiar linguiça de bacalhau, que obviamente comprei por curiosidade. Olha ela aí no marmiton.

 

Linguiça de bacalhau: uma das iguarias que encontrei por lá

Linguiça de bacalhau: uma das iguarias que encontrei por lá

Eu achei ela um pouco salgada para o meu gosto, então dei uma equilibrada com uma mandioca cozida com pouquíssimo sal. Mesmo assim, não dá para comer muito. Mas é bem saborosa.

Também saí com pasteizinhos de Belém feitos na hora. Sim, eles saem a todo momento, quentinhos. Calorias bem-vindas ♥.

Pastel de Belém. Quetinho. COMO RESISTIR?

Pastel de Belém. Quetinho. COMO RESISTIR?

O fim do dia foi na Adega Don Patto, que de fato tem uma vista privilegiada do pôr-do-sol e um cafezinho pra lá de bom.

E mais uma lojinha cheia de gostosuras – olha, não é por falta de opção que você não vai comprar produtos caseiros em São Roque! O dia finalmente chegou ao fim. Para uma viagem sem roteiro, até que foi um dia e tanto. 😉

Capelinha linda que fica dentro da Quinta do Olivardo

Capelinha linda que fica dentro da Quinta do Olivardo

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